ENTREVISTA COM LUIZ NASCIMENTO

ENTREVISTA COM LUIZ NASCIMENTO

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Foto: Ricardo Diniz

Há seis anos praticando futebol americano, como jogador profissional, Luiz Guilherme Lage Nascimento, ou simplesmente Nascimento, como é conhecido, tem 26 anos e começou sua carreira no Minas Locomotiva, o rival do GET Eagles, atual time do atleta na disputa do Minas Bowl, a final do Campeonato Mineiro da modalidade. Dia 18, no Mineirão, o camisa 1 dos Eagles tentará comandar o time rumo ao troféu de campeão do torneio. Enquanto não chega o grande dia, Nascimento concedeu uma entrevista para o site Field Goal Brasil.

FGB: Por que você escolheu jogar futebol americano, e a posição de quarterback?

Nascimento: Eu não conhecia o futebol americano até um amigo meu me convidar para jogar e a partir daí comecei a gostar, e percebi o quanto o esporte é inteligente, e antes eu tinha a mesma visão de todo brasileiro que não conhece direito o esporte, de que é só pancadaria. Mas quando você começa a praticar e acompanhar outros jogos, principalmente da NFL você é um esporte muito inteligente e eu gostei muito, e também tive aptidão física para a prática. Comecei jogando como wide receiver na época e agora passei a jogar de quarterback.

FGB: Tem algum quarterback da NFL que você busca ter um estilo de jogo mais parecido?

Nascimento: Eu gosto muito de alguns deles. Gosto muito do Tom Brady, que tem uma visão e uma precisão muito boa, o Peyton Manning, que controla o relógio como ninguém, e o Cam Newton, que é uma nova geração de quarterbacks, e é um cara mais atlético, e consegue resolver tanto com as mãos quanto com as pernas quando precisa, e a ideia é fazer uma mistura e aproveitar o melhor de cada um.

Foto: Ricardo Diniz
Foto: Ricardo Diniz

FGB: O que você está esperando desse jogo da final?

Nascimento: No primeiro jogo, nosso time por ser um time muito novo e tem muita gente que está começando a praticar o esporte agora, faltou um pouco de maldade para algumas coisas e só com a experiência de jogo e o passar do tempo, é que o pessoal vai pegando o nós chamamos de “feeling” das coisas do jogo, e para esse jogo nós temos uma expectativa muito grande e boa para essa decisão, porque agora o time já tem uma carga um pouco maior e também está todo mundo muito “pilhado” e motivado para esse jogo.

FGB: Para um jogador da sua posição, tem alguma diferença entre jogar na Arena Independência, como foi na abertura do campeonato, e jogar no Mineirão, como vai ser na final?

Nascimento: A gente gostou um pouco da ideia de jogar no Independência na época, pelo fato da torcida ficar mais perto do campo e também por ser um estádio menor, e o jogo não ter tido um público tão grande para encher o Mineirão no caso, isso traria uma impressão melhor de lotação no Independência do que no Mineirão, no caso, mas jogar no Mineirão vai ser uma coisa muito grande para o nosso esporte que está começando. Sobre as referências, no Futebol Americano, você ter as dimensões cravadas no campo e marcadas para o Futebol Americano, então não é uma coisa que preocupa tanto a gente, mas sim, a parte em volta. Eu tenho uma mentalidade, por ter praticado esporte a vida toda que quando eu entro em campo, fecha um muro ali do lado e não me importo muito com o lugar que estou

FGB: Com relação à Liga Nacional, que começa no próximo mês, o que esperar do nível da competição?

Nascimento: O Mineiro, querendo ou não, é um grande campeonato para nosso time, nosso adversário da final já é, mas vai se tornar ainda mais ao longo do tempo, o nosso maior rival, mas ele também serve de preparação e de base para Liga Nacional. A gente tem muito essa ideia, com relação ao estadual, e como eu disse, como nosso time é muito novo, temos que estar sempre tentando nos superar, treinar e alcançar novos objetivos. Como o time vai entrar na divisão de acesso, e isso foi até um pedido meu e do Aleixo, para poder jogar com times de nível um pouco menor que os da liga principal, então é um campeonato que nós vamos entrar para competir e com equipes que estão no mesmo nível que o GET Eagles.

FGB: Qual o nível de influência de um quarterback na hora de decidir a jogada que vai ser executada?

Nascimento: Todo. Pelo fato de que o quarterback é o responsável por fazer a leitura do posicionamento da defesa, e ao longo do jogo, é muito comum pegar algumas tendências do que será feito pela defesa. Mas é claro que existe uma conversa com o head-coach, no sideline (linha lateral), só que não dá para fazer isso toda hora, mas existem alguns códigos pelos quais a gente consegue comunicar, porém a decisão final do que vai ser feito ou não, se tiver alguma chamada de mudança é do quarterback. Então, querendo ou não, ele é o cara da resposta dentro de campo.

Foto: Ricardo Diniz
Foto: Ricardo Diniz

FGB: Qual dica você tem para aquelas pessoas que pretendem praticar o futebol americano e ser quaterback?

Nascimento: Muito treino. Quarterback não se faz em dois meses, seis meses ou um ano. É uma posição que você precisa ter um conhecimento geral do jogo, em âmbito geral, tem que conhecer seus colegas de equipe, e tem que ser o líder. Você é o cara que vai fazer as chamadas, e vai reparar nas tendências de posicionamento da defesa do outro time. Então, o QB, ele tem que ser um cara que vai entender o que está acontecendo para conseguir executar.

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