ENTREVISTA COM GUILHERME ALEIXO

ENTREVISTA COM GUILHERME ALEIXO

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Foto: Ricardo Diniz

Guilherme Aleixo, 21 anos, começou seu ciclo no Futebol Americano, defendendo as cores do Minas Locomotiva, como jogador em 2011, e há quase dois anos ele faz parte do time do GET Eagles, mas por estar com uma séria lesão no ombro, e enquanto não volta a atuar no time de defesa e ajudar dentro de campo, o clube resolveu dar uma nova função ao jovem: ele passou a ser o Head Coach (técnico principal) do GET Eagles, e tentará levar o time ao título estadual, no dia 18, contra o Minas Locomotiva, na disputa do Minas Bowl.  A poucos dias da decisão, Guilherme conversou com o site Field Goal Brasil.

FGB: O que você consegue passar da sua experiência de jogador para os atletas atuais?

Guilherme: É importante ter um conhecimento do que acontece dentro de campo, porque acaba que você consegue passar para os atletas, tanto a teoria quanto a prática, e também ter o conhecimento do que pode e o que não pode ser feito. Também ajuda a cobrar na medida certa de cada jogador, e isso é bom quando você tem o conhecimento de dentro do campo para passar do lado de fora

Foto: Ricardo Diniz
Foto: Ricardo Diniz

FGB: O que você está esperando desse jogo da final contra o Minas Locomotiva?

Guilherme: A expectativa sempre tem que ser a melhor, porque se a gente entrar com expectativa ruim, não vai chegar a lugar nenhum. Nós sabemos que o Eagles é a zebra do campeonato por ser um dos times mais novos do torneio, mas já é a nossa segunda final, estamos disputando nosso segundo título. A gente vem correndo atrás, tentando criar nosso nome, nossa identidade, mas a equipe vem se preparando desde o começo do ano, enquanto todos os times estavam de férias, descansando, o nosso time já tava fazendo a preparação para esse ano, onde nós vamos ter três competições para jogar. Então nossa expectativa é chegar no dia 18, fazer um bom jogo e levar o troféu para casa.

FGB: Que lições vocês tiraram do primeiro jogo contra o adversário da final?

Guilherme: O Minas Locomotiva entrou mais calmo, dava para ver que era o peso da experiência dos jogadores, e consguiram abrir 21 pontos no primeiro quarto, e depois a nossa equipe recuperou, mas não deu tempo de recuperar tudo. Foi um jogo atípico, que nossa equipe não jogou no primeiro quarto. Esse jogo agora nós temos estudado bastante o jogo do Minas, e temos feito o nosso scouting, e já tivemos a oportunidade de jogar contra, mas o importante é estarmos preparados para tudo, e nossa equipe tem feito isso desde o jogo que perdemos.

FGB: Qual a expectativa que podemos ter sobre o time na disputa da Liga Nacional?

Guilherme: Desde o início do ano, o nosso foco e nossa preparação é a visando a Liga Nacional, que é um torneio mais longo, com viagens mais longas também, mas as expectativas são as melhores e nosso time tem condições de surpreender na competição, temos montado um grupo forte com reforços, eu não estarei na disputa, em função de uma viagem, mas tenho certeza que o time está pronto e o torneio não vai ser muito além do já temos feito.

Foto: RicardoDiniz
Foto: RicardoDiniz

FGB: Qual a diferença do estilo de jogo praticado aqui no Brasil e em outros países, incluindo os Estados Unidos?

Guilherme: O Brasil está ainda começando no esporte, e a tendência, assim como em outros países é o jogo corrido, então é comum ver times com postura ofensiva pelo jogo corrido, então são jogos que duram menos tempo, que exigem menos preparo físico que o jogo aéreo. Nós temos visto novas táticas que vem sendo feitas lá fora, mas o país tem crescido bastante, e inclusive já exportando atletas. E agora com a junção do Torneio Touchdown com a Confederação Brasileira de Futebol Americano formando uma liga única com 32 times o marco do Futebol Americano no Brasil será o ano de 2016.

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