ENTREVISTA COM GABRIEL TORDOYA

ENTREVISTA COM GABRIEL TORDOYA

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Foto: Ricardo Diniz
Foto: Ricardo Diniz
Foto: Ricardo Diniz

Há 11 anos praticando futebol americano, Gabriel Tordoya tem 28 anos e é o quarterback (QB) do time do Minas Locomotiva, um dos finalistas do Campeonato Mineiro de Futebol Americano. Dia 18, ele terá a responsabilidade de tentar levar o time ao título do Minas Bowl, mas a 14 dias da final ele topou dar uma entrevista para o site Field Goal Brasil.

FGB: Por que você escolheu jogar futebol americano, e a posição de quarterback?

Gabriel: Eu comecei a jogar por acaso. Uma vez que eu estava em um parque ecológico, mais ou menos uns 10 anos atrás e vi que tinha um pessoal jogando lá, e aí eu achei interessante, comecei a participar e continuei porque é um esporte muito divertido e democrático. Quanto à posição, eu sempre tive um histórico de praticar esporte com a mão. Futebol nunca dei certo, e sempre joguei handebol por muito tempo, basquete, vôlei e aí foi por afinidade. No começo eu era receiver, e há pouco tempo voltei a jogar de quarterback.

FGB: Tem algum quarterback da NFL que você busca ter um estilo de jogo mais parecido?

Gabriel: Da NFL muito pouco, mas eu vejo mais o college, a NFL está muito longe do nível que nós estamos, e o que chega lá que eu percebo são quarterback mais móveis. No college é mais parecido com o que a gente tem aqui. Por ser mais didático o jeito deles ensinarem jogador a jogar a bola, a lançar que na NFL, e até o de jogo do college é mais próximo do que praticado no Brasil.

FGB: Para um jogador da sua posição, tem alguma diferença entre jogar na Arena Independência, como foi na abertura do campeonato, e jogar no Mineirão, como vai ser na final?

Gabriel: Eu fiquei com um pouco de medo disso no jogo do Independência porque eu não imaginava como seria jogar em um campo tão grande assim, e a gente tava jogando antes em campo de várzea, e quando eu entrei no estádio pensei que isso pudesse causar alguma dificuldade, mas depois eu me adaptei rápido, batendo bola antes do jogo e aí consegui me organizar bem. Vamos ver como vai ser no Mineirão, e espero que as distâncias não atrapalhem a orientação.

FGB: O que você está esperando desse jogo da final?

Gabriel: Com certeza vai ser um jogo bem mais disputado e duro. É decisão de título, e no primeiro jogo as duas equipes estavam muito nervosas, e dava para sentir a tensão no estádio. Nós cometemos muitas faltas por nervosismo, o GET Eagles começou o jogo um pouco perdido, tanto nas três primeiras posses de bolas deles, duas nós conseguimos marcar, e com o passar do jogo eles foram conseguindo se acalmar e foram ficando confortáveis em campo e equilibrando a partida.

FGB: Com relação à Superliga Nacional, que começa no próximo mês, o que esperar do nível da competição?

Gabriel: Eu acho que vai ser alto, com certeza, porque são os melhores times da Liga que já estavam, e ainda entraram os times do Torneio Touchdown, que são justamente os que nós já conhecemos. É muito difícil, você medir o nível de um time sem ter jogado, mas vai ser muito bom. Estamos numa chave que tem muitos times do sudeste que é onde os times são mais desenvolvidos, as cidades têm mais times para jogar, então vai ser muito bom.

FGB: Qual o nível de influência de um quarterback na hora de decidir a jogada que vai ser executada?

Gabriel: Isso varia muito de time para time. Aqui no Locomotiva, como a gente grande parte do tempo com no-huddle (huddle é a reunião rápida dos jogadores para combinar a próxima jogada), o quarterback tem mais autonomia, então dependendo da leitura que ele fizer, o próprio quarterback pode  falar pros outros jogadores qual vai ser a jogada, mas tem times que o treinador centraliza mais e demanda que a jogada que ele passa para o quarterback seja executada. Mas de todo jeito, numa jogada de passe, é o quarterback que decide para quem vai o passe. Aqui nós temos mais liberdade, mas eu sei que tem times que não são assim.

Foto: Ricardo Diniz
Foto: Ricardo Diniz

FGB: Qual dica você tem para aquelas pessoas que pretendem praticar o futebol americano e ser quaterback?

Gabriel: Quase tudo que eu aprendia até hoje, salvo algumas orientações, muita coisa foi vendo vídeos no youtube, e demorei muito tempo para aprender tudo. Hoje, os jogadores da posição aprendem em muito menos tempo. O que eu demorei cinco anos para aprender, hoje a pessoa aprende em um ano. Então uma coisa bem importante que eu vejo, é entrar num time que já tenha uma pessoa experiente para orientar e “colar com o cara”, e de preferência, seguir os passos dele.

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