ENTREVISTA COM ALEXANDRE RIBEIRO

ENTREVISTA COM ALEXANDRE RIBEIRO

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Foto: Ricardo Diniz
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Foto: Ricardo Diniz

Alexandre Magno Pacheco Ribeiro, 28 anos, é coordenador ofensivo do time do Minas Locomotiva. Ele começou sua trajetória no clube, no final de 2005 (mesmo ano de criação do clube) como jogador (primeiro na posição de Tight End, e também como Fullback). Hoje, além de ser membro da comissão técnica de uma das equipes que vão disputar o Minas Bowl (a final do campeonato mineiro de futebol americano), Alexandre é professor de uma escolinha da modalidade, no bairro Floresta, em Belo Horizonte. Confira a entrevista de Alexandre para o site Field Goal Brasil.

FGB: O que você consegue passar da sua experiência de jogador para os atletas atuais?

Alexandre: Eu acho que a vivência dentro de campo. O treinador que já viveu o esporte dentro de campo, ele sabe as facilidades e as dificuldades que um atleta enfrenta, e cada situação que o jogador passa. Além disso, o treinador pode ajudar também na parte emocional, por já ter vivido na pele, o que cada atleta sente. Tanto nos momentos de alegria, quanto de decepção, e isso ajuda muito.

FGB: O que você está esperando desse jogo da final contra o GET Eagles ?

Alexandre: Espero uma boa partida. O Eagles é uma equipe recente, mas que já venceu alguns campeonatos, mas o Minas Locomotiva é uma equipe mais tradicional, e eu acho que nós temos muito o que apresentar contra eles.

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Foto: Ricardo Diniz

FGB: Que lições vocês tiraram do primeiro jogo contra o adversário da final?

Alexandre: A gente já conhece o estilo de jogo deles, já coseguimos estudar o playbook deles, vimos alguns jogos, e nosso staff conseguiu fazer um bom trabalho de pesquisa e estatístico sobre as jogadas deles e agora nós temos bastante material para estudar o time deles e conseguir impor nosso jogo contra o deles.

FGB: Qual a expectativa que podemos ter sobre o time na disputa da Superliga Nacional?

Alexandre: A Superliga Nacional sem dúvida alguma é o torneio mais difícil que nós vamos disputar. Antes nós participávamos do Torneio Touchdown, ele foi extinto e agora a liga nacional agregou as duas competições. Na Superliga Nacional só tem equipe “top de linha” dentro do esporte aqui no Brasil. Então vai ser um torneio bem mais duro, com equipes mais maduras, sólidas, e com equipes que nós já jogamos várias vezes e sabemos que são complicadas. A gente já vem fazendo um trabalho bom, nosso staff já vem fazendo bons trabalhos estatísticos em cima de jogos anteriores dessas equipes, então nós já temos desde agora todos os vídeos, estatísticas e estilo de jogo das equipes que vamos enfrentar na competição, então em relação ao ano passado acho que estamos bem mais preparados.

FGB: Qual a diferença do estilo de jogo praticado aqui no Brasil e em outros países, incluindo os Estados Unidos?

Alexandre: Nos Estados Unidos, o jogo é muito mais estratégico, e eles têm um tempo de treino muito maior que o nosso. Lá são cinco dias de treino, duas vezes por dia, enquanto que aqui, a gente treina apenas duas vezes por semana. Então, o Brasil tem um estilo de jogo mais simples do que as equipes lá de fora. O Minas Locomotiva, por exemplo, usa um playbook conceito, sem a quantidade de jogadas que os times de outros países tem. Nosso playbook é mais simples, mas a gente adapta a qualquer jogo. A Europa é um continente que tem muitos países fortes no esporte. A Alemanha, por exemplo, a Alemanha tem uma liga com quatro divisões, e aqui esse ano serão apenas duas, mas o Brasil é um país que vem se tornando forte no esporte, está em ascensão, e ficando conhecido. Então eu acho que tem muito a ser trabalhado ainda para se chegar no nível da Europa e dos Estados Unidos.

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